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Recursos Humanos - Tarefeiros ou Empreendedores?



Todo mundo entende de RH, só que não…


Em algum momento do dia, Jorge do RH vai se perguntar: faço o que me pedem ou o que será melhor para a empresa?


Jorge sabe que daria muito trabalho explicar que muitos estudos recentes são contraintuitivos, como que aumentar o bônus pode reduzir o resultado, que não basta oferecer planos de pensão, é necessário fazer escolhê-lo, que não basta ensinar, é necessário poder errar e por aí vai.


Lembro-me uma vez, que um gestor e solicitante, se vangloriava de entender de treinamento, pois já havia dado aula numa pós... Dava para explicar que o treinamento ia, além disso? Ou outro gestor que queria aumentar os benefícios de fulano para não o perder para a concorrente, mesmo a questão de fundo ser a gestão autocrática dele... Tenho certeza de que outros gestores de RH poderiam adicionar outras centenas de causos aqui. Não?


O Dilema da Eficiência Versus Eficácia de Cada Dia do RH


As questões que atormentam o Jorge e outros gestores de RH, está em conciliar o que será visto como eficiente, ao atender rápida e economicamente uma demanda, ou do que parecerá uma contraposição, mas será eficaz para a empresa e ainda não criar conflitos com os gestores.


Em muitos casos é muito mais fácil e pouco arriscado entregar o que pedem, indiferentemente aos resultados da ação. Atire a primeira pedra o RH que nunca fez isso...


Tarefeiros


Falo com muitos RHs que tomam esse caminho, ações rápidas e ausência de preocupação com o retorno dos investimentos são os sintomas mais claro de que se tornaram tarefeiro.

A vida desses RH é mais simples, cumprem as metas que lhe dão ou até que confortavelmente propõem. Normalmente horas de treinamento, pessoas retidas e salários mais baixos que o mercado são seus indicadores de sucesso. E poucos conseguirão contestá-los.


O custo dos tarefeiros


A vida pode continuar bela, até que alguém comece a observar que pessoas “treinadas” não mudam seus comportamentos, que os melhores saíram e que é sempre difícil encontrar gente qualificada.


Os tarefeiros são ótimos; trabalham muito, toleram rotina de forma excepcional, questionam e custam pouco, atendem sem sofrimento líderes autocráticos e empresas fortemente processuais. Muitos negócios sequer perceberão os resultados que não coletarão por conta deles, pois o impacto está no longo prazo. Particularmente quando os tarefeiros acendem é que o ambiente vai empobrecendo e/ou adoecendo lentamente enquanto a cultura da empresa vai também virando tarefeira.


Os sintomas de culturas tarefeiras, são dificuldades para lidar com novos problemas, pouco estímulo a inovação e processos sem folgas para variações ou melhorias, a substituição contínua das pessoas por sistemas informatizados é muito facilitada.


Porque empreendedorismo importa para o RH (ou deveria).


Primeiro, porque o RH, lida com sistemas complexos (que se realimentam e aprendem), portanto mesmo demanda repetitivas nunca atendem um mesmo grupo, pois as pessoas estão em constante modificação.


Assim como na vida dos empreendedores, o ambiente do RH apresenta recursos comumente escassos, o tempo dos usuários é disputado como num mercado, existe muita importância no planejamento, relacionamentos tem um grande peso e demanda por aceitação de riscos.


Daí, um RH com perfil empreendedor, está muito mais preparado para lidar com atuais desafios altamente dinâmicos dos negócios, do que um RH tarefeiro, que apesar de muito eficiente, tem dificuldades de lidar com a ambiguidade de nossos dias.

Mas empreendedores não são uma panaceia para tudo, e devem ser “usados” com moderação.


Um grupo só de empreendedores pode virar um autêntico balaio de gatos, com cada um defendendo seu ponto de vista, veementemente.

Se não forem bem direcionados, podem atrapalhar ou fragilizar planos maiores na busca de resolver os próprios egos.


Empreendedorismo não é um único comportamento


Apesar de ser comum que em algumas descrições de cargos vermos empreendedorismo como um único comportamento (empreendedor), o fato é que empreender ocorre através de 10 conjuntos de comportamentos conforme concluído pela ONU e validado pela SEBRAE.


Meu RH é empreendedor?

Agora, só falta analisar se seu RH é empreendedor. Para isso basta acessar o questionário deste abaixo (caso não esteja aparecendo use o link https://forms.gle/FoX79FXr8XwYYqFd7) e responder às perguntas, que também mostrarão os comportamentos a serem observados.




Seus comentários e sugestões são sempre bem vindos.

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