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Foto do escritorRafael P Fernandez

Tem alguém ai? A nova dor de quem dá cursos online




Se você participou de um curso nos últimos 18 meses, a chance de que ele tenha sido online deve estar nos 99% e de que você tenha dito ou ouvido; "por favor abram as câmeras" é de outros 99% e desse pedido ter sido ignorado… Seria de quanto?


Como instrutor e professor nesse período nada me foi mais incomodo do que aqueles quadrados negros com o nome de um participante, um ícone de "mute" e nenhuma imagem.


Para diminuir minha angústia, colegas e solicitantes compartilharam a mesma dificuldade. Você pergunta, faz piadas, fala mais duro e… nada... estará o tal conectado lá mesmo? Ele entendeu algo, esta gostando, alguém mais esta vendo, que algo aconteceu com ele? Foi abduzido por algo mais divertido? Estou competindo com o Netflix, com o trabalho, com o WhatsApp…

Quando você pergunta e recebe resposta ouve alguma das desculpas possíveis principais são:

  • A câmera não funciona;

  • A conexão é ruim e fica melhor sem câmera

  • Estou em casa e esta uma bagunça.

  • Não tenho iluminação

  • Não pude me arrumar

Todas muito plausíveis, se não fossem tão comuns e após tanto tempo de vida online. Quero dizer, a menos que o "participante" tenha voltado de Marte ontem é muito improvável que todos esses problemas, se reais, sejam novos e que nada foi feito. Com certeza pouco ou não ocorrem para falar com o "crush" do momento, com o chefe ou com um entrevistador.


O provável é que o "participante" esteja diminuindo a necessidade de atenção que a câmera provoca. Quando ela esta aberta, temos a sensação de que o instrutor dá aula olhando diretamente para nós e que poderão perceber que uma dúvida ou pouco interesse pelo assunto, ou mesmo que podem pedir que se responda algo. É um pouco como quando numa grande sala o apresentador diz que escolherá alguém para vir ao palco, e a pessoa com medo de ser ela a escolhida, trata de evitar o contato visual, olha para o chão, busca algo na bolsa, se afunda na poltrona...


Soluções? Alguns se solidarizam com a sua dor, outros são "forçados" pelo RH ou pelo gestor, quando também esta participando e com a câmera aberta. Lógico existem ações para buscar engajamento, jogos, grupos, mas são pontuais


No fundo, minha esperança é que gradualmente isso faça parte da "netiqueta", a final existe uma diferença entre webinar e curso online, e que os participantes entendam que seus rostos são importantes indicadores para os instrutores, colegas e gestores do que estão sentindo sobre o assunto em discussão.

Mais que isso, que rostos e posturas são utilizados para ajustar o andamento das aulas...


E você o que acha? Alguma sugestão ou história para compartilhar sobre as cameras fechadas?


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