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Narrativas & Storytelling: Na arena das próprias histórias (episódio 1)


Neste episódio começarei pela etapa que antecede a contação de qualquer história, que envolve primeiramente, o relacionamento com suas próprias histórias pessoais e profissionais. Antes de contá-las para o outro (parceiro, clientes, equipe, filhos) quais são as que você vem contando para si mesmo? Quais dão sustentação para as suas ações e quais participam como “patinho feio” da sua biografia?


No primeiro bastidor do curso Narrativas Que Transformam (NQT), curso ministrado por mim, os participantes são convidados a trazerem histórias impactantes para revisitarem através de técnicas de escrita visando a organização e elaboração do foi vivido para seguirem escrevendo as próximas com inteireza.


Temos histórias para contar para o mundo através das entregas profissionais, por exemplo, outras, que fazem parte do repertório particular e que precisam ser ressignificadas pelos impactos gerados, estas não necessariamente participarão diretamente na composição das próximas histórias, no entanto, quando bem elaboradas, servirão de combustível e oferecerão potência para os passos seguintes. Desta forma, o ideal seria que elas estivessem bem confortáveis ou acomodadas em seu repertório.


Alguns podem perguntar, mas farei isso agora? Neste cenário indefinido, desgastante, oferecendo uma sensação incômoda de que a última cena deste “filme” pandêmico que o planeta está vivendo está longe de acontecer? Se caos e oportunidade costumam participar, juntos, de momentos como este, reservar tempo e investir a atenção em suas histórias, não é estratégico? Entender aonde o caos foi mais impactante e organizar suas emoções e pensamentos em relação a tudo que está sendo vivido e então construir, a partir daí, histórias que se conectem às oportunidades disponíveis? Momentos como este é um convite para se reinventar e seguir em movimento com potência.


Por que dar importância as histórias que nos compõem se parece ser algo tão pouco tangível? Afinal elas estão aí e se relacionar com cada uma delas vai torná-lo(a) mais feliz, mais resolvido(a) ou até mesmo ajudá-lo(a) a chegar aonde gostaria?

Toda história tem um enredo, pode ser inesquecível pela alegria gerada e compartilhada, pelas realizações felizes e desfechos incríveis como também ser inesquecível por episódios difíceis, que demandaram muita resiliência e desfechos que fizeram você duvidar de si mesmo(a), em alguma área da sua vida ou em várias. De toda forma, todo enredo precisa ser considerado. O primeiro enredo mencionado sempre é o mais fácil, afinal dar sequência ao que nos parece redondo é mais tranquilo, mais agradável. Sendo assim, o segundo inesquecível mencionado, precisa ser revisitado para que se possa esgotar o que for preciso para que ele não seja um componente na próxima história mal resolvido; a ressignificação de uma história impactante oferece a possibilidade de levar o aprendizado e a essência do que foi vivido, o que realmente importa levar, para os próximos capítulos.


Histórias pessoais podem dar suporte à sua apresentação profissional ou um serviço que você pretende oferecer, lembre das palestras (atualmente lives) que o profissional soube inseri-las na medida certa durante a apresentação. Quais te encantaram ou fizeram sentido? Posso dizer que quando quem está contando o que for, transmite uma total sinergia com aquela história, houve primeiramente por parte desta pessoa, um acolhimento real do que está sendo contado, há vida pulsando nela, o profissional é o protagonista de fato. Alguns podem me dizer que a pessoa é boa de vendas ou de marketing, pode até ser, no entanto, se a história não estiver viva neste contador de histórias, o discurso não se sustentará por muito tempo.

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