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RETENÇÃO OU EVOLUÇÃO – QUAL O CAMINHO PARA FICAR COM OS MELHORES?

Antônio, tem 25 anos, formado em TI, ele tem recebido diversas propostas de salários maiores, inclusive do exterior… qual será o preço de Antônio?

Se você é como a maioria das pessoas, a pergunta “Qual o preço de Antônio?” gera um incomodo significativo, pois Antônio não é uma coisa, portanto, não deveria ter um preço.

Bem o pessoal de Recursos Humanos, particularmente o de cargos e salários da sua empresa provavelmente, discorde da afirmação acima. Pois, o Antônio está associado a uma função; que tem um valor mínimo e máximo possível de ser pago, também ele vale mais quando traz mais resultados e menos quando traz menos por isso é recompensado através de bônus financeiros proporcionais a esses resultados.

Antônio, conhece sua faixa salarial e seu possível bônus, e começa a se olhar em 3.ª pessoa, considerando que 10% a mais no salário será uma vida profissional 10% melhor.

José Luiz, chefe de Antônio, está em pânico, o RH já informou que para subir o salário de Antônio seria necessário dar-lhe uma promoção, pois já atingiu o topo de sua faixa.

Lígia, que trabalha com Antônio, está de olho no que está ocorrendo, afinal ouviu de José Luiz que apesar de ela merecer, não existe espaço no orçamento deste ano para uma promoção.

O sinônimo de retenção é detenção

Imagine se Antônio avaliasse trocar de esposa por receber um convite de uma moça 10% mais bonita.


A verdade é que assim como outras áreas de RH, se tornou normal o método "ação e reação"; saiu por salário, mexamos nos salários; não está sabendo fazer, treinamos; está chegando atrasado, descontamos no salário.


Estão saindo… vamos, rete-los, que tal mais, benefícios?

A ideia por trás da retenção de funcionário é usar algum estímulo positivo (salário, bônus, treinamento ou benefício), já que os estímulos negativos só são aceitos na prisão.

O problema dessa abordagem é que ela é; eficiente no curto prazo e cartesianamente fácil de entender. Apesar de ser desestabilizadora por natureza ao esconder efeitos colaterais de médio e longo prazo.

Um ser humano não é um ser funcionário


O Homo sapiens surgiu há uns 250.000 anos e a há cerca de 10.000 nos tornamos agrícolas. A revolução industrial e algo mais próximo do que seria um funcionário ocorreu somente há 200 anos. Então apesar da evolução não parar, os últimos 200 anos, não foram suficientes para criar o Homo Operarious.

Assim tratar um funcionário como algo diferente de um ser humano é um grande erro, mas muito conveniente.


Uma forma simples de checar isso, é perguntar a um grupo de crianças ou pré-adolescentes, o que eles desejam para seu futuro. Normalmente são desejos intrínsecos, menos contaminado pela nossa cultura. Ouviremos muitas coisas, mas um grande bônus ou um plano de saúde não estarão entre esses desejos.


O que move um ser humano

Obviamente não há uma resposta única, assim como não existem dois seres humanos absolutamente iguais, mas existe um ponto comum entre pessoas sem doenças mentais, todos querem estar bem ou serem felizes de uma forma mais poética.


Novamente estar bem para uns significa diferentes circunstâncias do que para outros, mas essas circunstâncias foram estudadas nas últimas décadas por uma linha da psicologia, chamada positiva.


A psicologia positiva, nesses anos de estudos e pesquisando milhares de pessoas diferentes ao redor do mundo, concluiu que estar bem envolve os seguintes aspectos:

· Emoções positivas (como otimismo),

· Engajamento,

· Relacionamentos,

· Sentido,

· Realização, e;

· Saúde física

Em inglês esse conjunto é conhecido como PERMAH

Simplificadamente estar bem vem de um nível médio alto desses aspectos, sem que nenhum deles esteja muito baixo.

Assim buscar estar bem é procurar mais emoções positivas, se sentir engajado com algo, ter qualidade nos relacionamentos, encontrar sentido e realização tendo saúde física.


Porquê isso importa para as empresas


Primeiro, as pessoas têm a noção que uma grande quantidade do tempo de vida adulta é dedicada ao trabalho, geralmente uma pessoa passa mais tempo no trabalho do que em qualquer outro lugar além da própria cama.


Assim, da perspectiva pessoal buscar a felicidade somente fora do trabalho é um bom caminho para o insucesso na vida. E qualquer pessoa deveria fugir de locais onde são infelizes de forma contínua, afinal ninguém sabe quanto tempo se tem.

Dessa forma, quanto mais uma empresa deixa de se preocupar com isso, maiores serão as chances de os colaboradores desejarem um lugar onde esse bem-estar possa se tornar possível.


Outro aspecto já medido é o impacto positivo de pessoas felizes nas empresas, não confundir felicidade com polianismo, alegria, extroversão ou euforia. Felicidade é se sentir bem.

Criatividade, baixo absenteísmo e produtividade são os resultados mais conhecidos do bem-estar nas empresas.

Bem-estar é tangível

Muita gente considera felicidade ou bem-estar como algo etéreo, e talvez fosse até o pessoal da psicologia positiva se debruçar sobre o problema e buscar a abordagem mais cientifica possível. Para isso mapearam emoções e estados de espírito com perguntas e respostas até chegar num questionário facilmente aplicável.

Você pode ver a versão voltada para o bem-estar no trabalho neste link: https://forms.gle/DGvTUcaLGaqqmHz18

Tangibilizar o bem-estar no trabalho, fica possível trabalhar sobre a situação e elaborar ações para incrementar este ou aquele aspecto do PERMAH (sigla em inglês dos elementos principais associados ao bem-estar)

Como essa tratativa de bem-estar no trabalho funciona

As etapas básicas dessa tratativa são:

  • Levantamento das situações individuais e de equipe

  • Sensibilização e educação das pessoas e equipes

  • Planos de ação

  • Implantação das ações definidas

  • Mensuração periódica (acompanhamento) e associação com outros indicadores (por exemplo: absenteísmo, resultados de negócio, turnover etc.)

  • Reavaliação da situação

  • Replanejamento de ações (se necessário)

Isso funciona para todos?

A metodologia é muito efetiva em áreas que demandam criatividade e dedicação mental e onde exista espaço para mudanças e melhorias de médio prazo.

Áreas extremamente operacionais como linhas de produção ou de call-center, podem se beneficiar, mas demandam estratégias e ações mais amplas para a obtenção de resultados significativos.

Também não recomendamos isso, caso não se esteja aberto a eventuais mudanças necessárias na forma de liderar e tratar os colaboradores.

A saber o conceito de “reter” é totalmente avesso a metodologia utilizada, portanto, devesse prescindir dessa categoria de tratativa.

Conclusão

Existem formas mais efetivas para manter a equipe, usando abordagens relacionadas ao comportamento do ser humano, que procura a felicidade acima de tudo.

Metodologias que buscam reter o funcionário, olham os sintomas e não as causas na tratativa do problema.

A psicologia positiva trouxe caminhos para medir e atuar na empresa, para criar um ambiente onde os colaboradores desejem ficar.

Essa abordagem é mais indicada para áreas criativas e/ou de dedicação mental e com espaço para ações de médio prazo.


 
The philosophical point is that our happiness and wellbeing is not based on incomes rising. This is not just the wisdom of sages but of ordinary people. Prosperity is more social and psychological: it's about identification, affiliation, participation in society and a sense of purpose.

Quer saber como aplicar isso na sua empresa envie um e-mail para: contato@leren.com.br

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