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Mudar pessoas e organizações, uma questão de energia.



Ser melhor, fazer diferente e inovar não entram na discussão, todo mundo diz sim. Mas, porque mudar não é uma chave, que simplesmente viramos quando necessário? Afinal temos os motivos para a mudança, não é?


A física já alerta; mudar demanda energia. Dos pequenos elétrons a grandes asteroides, se não houver uma fonte de energia nada muda e eles prosseguem no mesmo local ou trajetória.

Mas se essa demanda por energia extra ficasse somente na física, mas não, as pessoas também agem assim, e naturalmente ficarão onde estão ou fazendo como já fazem se energia não for acrescida.


No livro “Rápido e Devagar”, Kahneman nos mostra como naturalmente, vamos para o caminho que demanda menos energia na hora de tomar de decisões e atuar. Isso já também foi amplamente estudado na área financeira, como explicado no livro “A Psicologia Financeira” de Morgan Housel.


Aqui cabe uma paradinha, para contar que nas pessoas o órgão que mais consome energia é o cérebro, e que quanto mais se pensa, mais ele consome energia. Já numa empresa o consumo de energia a que nos referimos vai muito além da conta de luz, na realidade energia neste caso se refere ao custo de recursos (pessoas, sistemas, etc.) no tempo.

É isso que sumariamente explica por que uma palestra, um treinamento ou quadros no corredor não mudam o comportamento das pessoas, por melhores que sejam. Simplesmente, nos casos acima as atividades não adicionaram energia suficiente ao sistema para que seu estado mude.


As áreas de RH mais experientes sentem e sofrem com isso, muitas vezes sem entender por que algo não mudou depois de uma dada ação espetacular.

Também não são incomuns nas empresas as expectativas de solicitações de mudanças sem a contrapartida de investimentos energéticos para ela ocorrer.


Mas qual a vantagem de se olhar uma mudança pensando na energia a ser gasta?

A principal é considerar que talvez que exista energia para uma pequena mudança e não para uma grande. Por exemplo, pensando numa pessoa que busca uma alimentação mais saudável, será mais simples começar com uma fruta por dia do que partir para mudar todo o cardápio diário. Para uma empresa, por exemplo, será mais simples começar com um aspecto de bem-estar, como engajamento, do que partir para toda a definição de bem-estar.

E qual o risco dessa abordagem?

Pensar que o resultado foi alcançado, só porque uma parte foi realizada. Pequenas vitórias são importantes, mas tenha em mente que são vitórias parciais.

Referenciando-se aos exemplos anteriores, o fato de ter adicionado uma fruta a sua alimentação foi um passo importante que deve comemorado, mas que ainda não significa que você está com uma alimentação saudável.

Comentários finais

Olhar uma mudança do ponto de vista energético, não torna uma mudança, qualquer que seja, mais simples ou matematicamente analisável. Porém, oferece uma oportunidade para avaliar o esforço possível versus amplitude da mudança desejada. Em muitos casos, isso indicará que uma mudança solida menor será mais viável de acontecer do que aquela almejada inicialmente.

Qual mudança você almeja, quanta energia será necessária, quanta você dispõe e o que será mais concreto para começar?

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